O documentário sobre a fotógrafa não-binária Laurence Philomène explora como arte, vida e identidade se entrelaçam de maneira íntima. Suas fotografias, que utilizam uma paleta de cores pastel, capturam assuntos queer em poses tranquilas, refletindo um estilo que também permeia o filme de Catherine Legault. As imagens florescem em tons suaves de rosa, roxo e azul, representando o arco-íris completo e destacando a beleza da diversidade.
A casa de Philomène, assim como suas obras, é um espetáculo de cores. Enquanto se prepara para lançar seu primeiro livro, intitulado ‘Puberty’, que documenta sua transição, sua residência funciona como um estúdio fotográfico. Philomène registra rituais cotidianos, desde a aplicação de hormônios até momentos de carinho com seu parceiro, trazendo à tona a normalidade e a beleza da vida trans.
Em um momento em que expressões de gênero não conformes estão sendo censuradas e até banidas, as imagens retratadas no documentário se tornam mais radicais do que nunca. Em contraste com a retórica conservadora que demoniza as pessoas trans, Philomène opta por enfatizar os momentos de alegria, amor e alívio em sua vida, celebrando a autenticidade e resistência da comunidade.


