Recentemente, uma análise científica do famoso retrato de Anne Boleyn, localizado no Castelo de Hever, revelou uma tentativa de um artista elizabetano de desmentir a lenda de que a esposa de Henrique VIII possuía um sexto dedo. Este retrato, conhecido como ‘Rose’, é emblemático, apresentando Boleyn com seu colar em forma de ‘B’ e uma rosa vermelha em sua mão direita, refletindo a riqueza de sua história. A descoberta de traços ocultos sob a pintura traz à tona um debate sobre a imagem pública de Boleyn e as percepções de sua figura ao longo dos séculos.
Os historiadores afirmam que a análise aponta para uma intenção clara do artista em criar um “rebatimento visual” contra as alegações de bruxaria que cercavam Boleyn, uma acusação que contribuiu para sua queda e execução em 1536. Esta nova interpretação não só renova o interesse pela história da rainha, como também destaca como a arte pode servir como um meio de contestar narrativas prejudiciais. O retrato, portanto, não é apenas uma obra de arte, mas um testemunho da luta de Boleyn contra os preconceitos de seu tempo.
Com essa revelação, historiadores e curadores podem explorar mais a fundo as implicações da arte na política e na percepção pública da realeza. A descoberta pode incentivar novas pesquisas sobre o impacto que as representações artísticas tiveram na reputação de figuras históricas e na formação de mitos. Assim, o retrato de Boleyn se torna um ponto focal para discussões sobre a representação feminina e a narrativa histórica na Inglaterra Tudor.

