O modelo de trabalho conhecido como ‘escala 996’, que implica jornadas de 12 horas e seis dias por semana, tem se tornado uma prática comum entre várias empresas de tecnologia. Esse cenário é impulsionado pela intensa concorrência no campo da inteligência artificial, onde a busca por inovação e resultados rápidos é constante. No entanto, essa pressão extrema no ambiente de trabalho levanta preocupações significativas sobre a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
Cientistas e especialistas em saúde mental alertam para os riscos associados a essa carga de trabalho excessiva. As jornadas prolongadas podem levar a problemas de saúde física e mental, além de impactar a produtividade a longo prazo. A necessidade de refletir sobre a ética do trabalho na era digital se torna cada vez mais urgente, com apelos para que as empresas priorizem o bem-estar de seus funcionários.
Além dos impactos individuais, a adoção da ‘escala 996’ pode ter consequências mais amplas para o setor tecnológico. A discussão sobre a importância de encontrar um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é fundamental para garantir um ambiente de trabalho sustentável. Especialistas alertam que, sem mudanças, as empresas poderão enfrentar desafios sérios relacionados à retenção de talentos e à eficácia organizacional.


