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Defesa apresenta vídeo que contesta acusação de maus-tratos a cão em SC

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Na Praia Brava, em Florianópolis, advogados de defesa de um adolescente indiciado por maus-tratos a um cão, conhecido como Orelha, divulgaram um vídeo que pode alterar a narrativa da investigação. O material mostra o animal caminhando por volta das 7h do dia 4 de janeiro, momento posterior ao alegado ataque, que, segundo a Polícia Civil, ocorreu cerca de duas horas antes. A defesa sustenta que a polícia não apresentou evidências concretas que comprovem a autoria das agressões pelo jovem.

A versão da Polícia Civil indica que Orelha foi agredido por volta das 5h30, sofrendo ferimentos graves, o que resultou em sua morte no dia seguinte. Imagens de câmeras de segurança mostram o adolescente saindo e retornando ao condomínio em horários que coincidem com o relato da polícia. No entanto, a nova gravação divulgada pela defesa levanta dúvidas sobre a cronologia dos eventos e a responsabilidade do adolescente no caso.

As investigações, que envolveram análise de mil horas de filmagens e depoimentos de testemunhas, indicam que o cão não morreu imediatamente após as agressões. A delegada responsável, Mardjoli Valcareggi, afirmou que relatos de moradores confirmam que Orelha foi visto machucado ao longo do dia. As implicações do caso são significativas, com a defesa argumentando que a situação foi politizada e que o adolescente enfrenta a possibilidade de internação, enquanto três adultos foram indiciados por coação a testemunhas.

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