Na última sexta-feira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acusou formalmente Luiz Fernando Fogaça, ex-CEO da CVC Brasil, de fraude contábil. O processo, que teve início em junho de 2022, aponta para inconsistências contábeis que totalizam aproximadamente R$ 362 milhões no período entre 2015 e 2019, quando o executivo ocupava cargos de destaque na empresa.
A CVM suspeita que Fogaça desviou valores para beneficiar outros executivos da companhia, situação que foi identificada anteriormente pelo controle interno da CVC. A formalização da acusação deve gerar novos desdobramentos jurídicos e é um reflexo das falhas que impactaram a credibilidade da empresa no mercado financeiro, resultando em uma queda drástica no valor de suas ações.
Atualmente, a CVC enfrenta uma situação financeira delicada, com suas ações sendo negociadas por valores significativamente menores do que em anos anteriores. Para mitigar o impacto da crise, o novo CEO, Fabio Godinho, anunciou um plano de pré-pagamento de R$ 150 milhões em dívidas. Este cenário preocupante destaca a urgência de ações corretivas para restaurar a confiança dos investidores e estabilizar a empresa no mercado.

