Cultivo de folhas de coca enfrenta desafios com a manutenção do banimento global pela OMS

Rafael Barbosa
Tempo: 1 min.

O cultivo de folhas de coca, uma prática ancestral dos povos andinos, enfrenta sérios desafios após a OMS manter o banimento global dessa planta. Sob pressão dos Estados Unidos, a organização classifica as folhas de coca como substâncias semelhantes à heroína e ao fentanil, desconsiderando suas propriedades terapêuticas. Essa decisão gera preocupação entre os cultivadores, que veem a prática como parte essencial de sua cultura e religião.

Daynor Choque, herdeiro dessa tradição, expressa suas apreensões sobre o futuro do uso das folhas de coca em sua comunidade em Coripata, na Bolívia. Ele destaca que as folhas são usadas para aliviar problemas como fadiga, fome e doenças relacionadas à altitude, além de serem um remédio tradicional. O dilema entre a preservação cultural e a saúde pública é intensificado pela pressão internacional, especialmente no contexto da guerra às drogas.

A situação dos cultivadores de coca ilustra um conflito entre a valorização das práticas culturais e as intervenções externas que visam restringir seu uso. A OMS, ao manter sua posição, ignora as tradições indígenas e as necessidades das comunidades que dependem dessa planta para sua subsistência e bem-estar.

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