O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou nesta quinta-feira (5) que Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos sem pressões externas. Sua afirmação ocorre após Washington afirmar que as conversas já começaram, com a Casa Branca enviando um alerta sobre a fragilidade do governo cubano. Díaz-Canel enfatizou que qualquer diálogo deve ocorrer sem ingerências, refletindo a complexidade das relações entre os dois países.
A tensão entre Cuba e os Estados Unidos se intensifica com as políticas americanas, que visam uma mudança de regime na ilha, já afetada por uma grave crise econômica. A administração de Donald Trump impôs um embargo severo e buscou restringir o acesso de Cuba a recursos essenciais, incluindo combustível. Para agravar a situação, o presidente cubano admitiu que essas pressões resultaram em um desabastecimento agudo de combustível, comprometendo a economia local.
Enquanto isso, os Estados Unidos enviaram ajuda humanitária à Cuba, avaliada em US$ 6 milhões, embora o governo cubano considere isso uma manobra política. Díaz-Canel reafirmou que Cuba não está sozinha diante das ameaças, mencionando a intenção de desenvolver energias limpas e medidas restritivas para enfrentar a crise. O futuro das relações entre os dois países permanece incerto, com a possibilidade de novas tensões à medida que Cuba busca apoio internacional.


