Cuba iniciou nesta segunda-feira (9) a implementação de novas medidas de emergência com o objetivo de economizar combustível, em resposta ao aperto energético causado pelas sanções dos Estados Unidos. O impacto das medidas já é visível nas ruas de Havana, onde o trânsito apresenta uma redução significativa em comparação com a rotina habitual. No bairro de El Vedado, o movimento de pedestres diminuiu consideravelmente, refletindo a dificuldade da população em se locomover.
Rosa Ramos, uma enfermeira de 37 anos, relatou que aguardou mais de uma hora por um transporte para chegar ao trabalho, um hospital localizado a cerca de dez quilômetros de sua casa. As novas diretrizes governamentais incluem a redução da semana de trabalho para quatro dias, incentivo ao teletrabalho e racionamento de combustível para uso privado, medidas que, segundo ela, geram incerteza sobre a sobrevivência do país em tais condições.
Além dos desafios enfrentados pela população, as autoridades cubanas informaram que o fornecimento de combustível será suspenso por um mês para companhias aéreas, obrigando-as a fazer escalas para reabastecimento. O governo também anunciou o fechamento de hotéis com baixa ocupação e a adaptação de serviços de transporte e educação. As medidas visam garantir a produção de alimentos e eletricidade em meio a uma crise que lembra o ‘período especial’ vivido na década de 1990.


