Cuba Adota Medidas de Emergência Diante da Crise Energética

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Cuba iniciou na última segunda-feira (9) a implementação de uma série de medidas emergenciais para lidar com a crise energética que afeta a população. A ausência de transporte público, racionamento de combustível e a adoção do teletrabalho são algumas das ações adotadas pelo governo, que se vê pressionado pela situação econômica e pela pressão externa, principalmente dos Estados Unidos. Em Havana, o tráfego reduziu significativamente, e a população expressa sua preocupação com a situação atual.

Entre as medidas anunciadas, o governo cubano restringiu a venda de combustível, reduziu as viagens interprovinciais por ônibus e trens e fechou temporariamente algumas empresas estatais. Essas ações têm como objetivo minimizar os impactos da crise, mas muitos cidadãos, como a aposentada Clara Rumbau, afirmam que essas soluções não resolvem os problemas enfrentados diariamente. A escassez de recursos e os apagões constantes geram um clima de incerteza entre os habitantes da ilha, que já enfrentam dificuldades econômicas há anos.

Com a interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela e a ameaça de sanções dos Estados Unidos, a situação se torna ainda mais crítica. O turismo, um setor vital para a economia cubana, também será severamente afetado, levando ao fechamento de hotéis e à suspensão de voos por companhias aéreas, como a Air Canada. O governo cubano busca alternativas para mitigar os efeitos desta crise, mas reconhece que a situação exige sacrifícios significativos da população.

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