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Crescimento nominal das vendas no varejo oculta desaceleração real

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Um estudo recente do IAV-IDV indica que o varejo brasileiro projeta um crescimento nominal entre 2,6% e 6,3% até março de 2026, embora isso não signifique uma recuperação do consumo real. O setor enfrenta pressões inflacionárias e juros elevados que limitam seu desempenho, fazendo com que o atacarejo se destaque como a opção preferida dos consumidores, mesmo diante de uma queda no volume vendido.

Nesse contexto, os supermercados e hipermercados enfrentam dificuldades, com uma queda significativa nas vendas em dezembro, atribuída ao alto custo do crédito e à perda de poder de compra. Apesar do aumento de preços que ajudou a compensar a diminuição do volume vendido, o crescimento real se mostra inconsistente, ampliando a disparidade em relação ao atacarejo, que opera com custos mais baixos e preços mais competitivos.

A previsão de crescimento nominal do varejo está condicionada a um cenário macroeconômico incerto, com um PIB projetado em 1,8% para 2026 e inflação em torno de 4%. Embora existam expectativas de cortes na Selic, o elevado endividamento das famílias ainda limita o crédito, resultando em um crescimento sustentado por preços e uma recuperação real contida. Para os investidores, isso significa que, apesar de haver crescimento, a eficiência e a adaptação ao novo padrão de consumo são essenciais.

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