Uma pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 28 de janeiro, revelou que 92% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos realizaram mamografia ao longo de suas vidas. Desde 2007, a frequência desse exame aumentou de 82,8% para 91,9%, com destaque para o crescimento na faixa etária de 60 a 69 anos, que passou de 81% para 93,1% até 2024.
O levantamento também indica que houve um aumento no número de mamografias realizadas entre mulheres com menor nível de instrução, refletindo uma mudança significativa nas práticas de saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a necessidade de expandir o acesso ao exame para mulheres a partir de 40 anos, enfatizando a importância do diagnóstico precoce para reduzir a mortalidade por câncer de mama, que é a principal causa de morte entre mulheres no Brasil.
Com a nova política de saúde, que inclui a ampliação da faixa etária para rastreamento ativo de mamografias, espera-se que o acesso a esses exames se torne mais equitativo. A Sociedade Brasileira de Mastologia também alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e dos hábitos saudáveis para a prevenção do câncer, reafirmando que cada mamografia realizada representa uma chance a mais de salvar vidas.


