Costa Rica realiza eleições presidenciais com Laura Fernández como favorita

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Os costarriquenhos decidirão neste domingo, 1 de fevereiro, quem será o próximo presidente do país, com a candidata governista Laura Fernández como a grande favorita. Ela se destaca por suas promessas de políticas duras contra o crime, atraindo apoio popular, mas gerando preocupações sobre um possível autoritarismo. Cerca de 3,7 milhões de cidadãos estão convocados a votar, em uma eleição que também renovará a Assembleia Legislativa.

Laura Fernández, uma cientista política de 39 anos e herdeira do atual presidente, Rodrigo Chaves, atraiu a atenção dos eleitores ao priorizar a segurança, uma preocupação crescente em meio à escalada do narcotráfico e da violência na Costa Rica. Sua proposta de fortalecer medidas de segurança, incluindo a construção de uma penitenciária inspirada em El Salvador, gerou críticas de opositores que temem uma erosionamento das liberdades democráticas. Embora Fernández tenha 44% das intenções de voto, uma significativa parcela da população permanece indecisa.

Caso Fernández conquiste a presidência, ela poderá consolidar a tendência de direita na América Latina, que já se manifesta em países como Chile e Peru. Seus adversários alegam que sua vitória permitiria que o atual presidente governasse nos bastidores, o que intensifica as tensões políticas. A eleição se torna um divisor de águas, com analistas alertando para o impacto que a política de segurança poderá ter na estrutura democrática do país.

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