Correção nas Taxas de Juros Longas e Impactos do Cenário Externo

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Na segunda-feira, 9 de fevereiro, a curva a termo dos juros longos no Brasil apresentou uma correção, aliviando a pressão observada nas últimas sessões. O dia foi marcado por uma redução dos prêmios de risco, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fazendo declarações consideradas conservadoras que impactaram os juros curtos, que operaram em alta modesta na maior parte do pregão.

Os vértices mais distantes da curva de juros se beneficiaram de um ambiente externo mais favorável, que incluiu um enfraquecimento do dólar e a estabilidade nos rendimentos dos Treasuries. O mercado reagiu positivamente, com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 diminuindo de 13,354% para 13,335%. Além disso, a taxa para janeiro de 2029 recuou de 12,746% para 12,68%, com os vencimentos longos mostrando uma devolução significativa nos prêmios de risco.

Gabriel Galípolo reiterou a importância da cautela na condução da política monetária, sugerindo uma possível redução da Selic de 25 pontos-base na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, há uma expectativa no mercado de que um corte de 50 pontos-base pode ser considerado, dependendo dos dados que serão divulgados antes da reunião. A combinação desses fatores está moldando as apostas dos investidores em relação aos próximos passos do Banco Central.

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