Na final da Supercopa do Brasil de 2026, o Corinthians derrotou o Flamengo em Brasília, consagrando-se campeão diante de mais de 71 mil torcedores. Apesar do triunfo, o clube paulista não receberá qualquer parte da bilheteira, que arrecadou R$ 12.690.257, conforme as regras da CBF. Segundo o regulamento, todo o valor arrecadado é destinado à instituição organizadora, sem divisão entre os clubes finalistas.
Esse regulamento gerou repercussão entre os torcedores e especialistas, uma vez que o montante é considerável e não beneficiará diretamente as equipes que disputaram a final. A premiação para o Corinthians é de R$ 11,5 milhões, um valor que, embora significativo, é ofuscado pela arrecadação da bilheteira. O cenário levanta preocupações sobre a equidade financeira nas competições e a capacidade dos clubes de se sustentarem em um ambiente de alta competitividade.
Com a dívida do Corinthians alcançando R$ 2,7 bilhões, a premiação da Supercopa pode oferecer um alívio temporário, mas as regras que excluem a partilha da bilheteira poderão impactar a sustentabilidade financeira a longo prazo. Enquanto isso, o clube deverá buscar alternativas para melhorar sua situação econômica, especialmente em um momento delicado. A discussão sobre o regulamento da competição pode ganhar força, refletindo as necessidades financeiras dos clubes brasileiros.

