Na ata divulgada nesta terça-feira (3), o Comitê de Política Monetária (Copom) expressou que a combinação de “perseverança, firmeza e serenidade” nas decisões de juros é essencial para manter as expectativas de inflação em declínio. No encontro anterior, realizado em 28 de janeiro, a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano, mas o comitê manifestou a intenção de reduzir essa taxa na próxima reunião.
O documento sublinha que, em um cenário de expectativas desancoradas, é necessária uma restrição monetária mais severa e prolongada. As expectativas de inflação ainda estão acima da meta, e o Copom acredita que a continuidade da queda é fundamental para que a inflação se aproxime da meta de forma menos onerosa. O relatório aponta uma desaceleração na inflação, impulsionada pela valorização do real e pelo comportamento favorável de commodities.
Além disso, a ata menciona que, embora a inflação de serviços tenha arrefecido, continua resiliente, influenciada pelo mercado de trabalho e pela desaceleração gradual da atividade econômica. A interpretação do comitê reflete uma dualidade: a necessidade de uma política monetária contracionista duradoura e o reconhecimento de que essa política tem sido crucial para a desinflação observada até o momento.

