Copom aponta riscos elevados, mas reduz incertezas de curto prazo

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil avaliou que o atual cenário inflacionário continua apresentando riscos elevados, tanto de alta quanto de baixa, para prazos mais longos. No entanto, foi observada uma leve redução nas incertezas associadas a horizontes mais próximos. A decisão foi divulgada na última quarta-feira, 28 de fevereiro, quando a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano.

Entre os riscos identificados, o Copom destacou a desancoragem das expectativas inflacionárias a longo prazo e uma resiliência maior na inflação de serviços do que o esperado. Além disso, a possibilidade de uma taxa de câmbio mais depreciada e políticas econômicas que impactem a inflação foram mencionadas como riscos adicionais. Por outro lado, o Copom também considerou riscos de baixa, como uma desaceleração acentuada da atividade econômica interna e uma redução nos preços das commodities.

O colegiado expressou a intenção de começar a reduzir a taxa de juros na próxima reunião, prevista para março, embora tenha enfatizado a necessidade de manter uma ‘restrição adequada’ para alcançar a meta de inflação. Essas análises e decisões são cruciais para a condução da política econômica no país e refletem as complexidades do ambiente econômico atual.

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