O Índice Nacional de Confiança (INC), criado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alcançou 100 pontos em janeiro de 2026, marcando um retorno ao nível neutro. Este resultado interrompe uma sequência de quatro aumentos consecutivos, onde valores acima de 100 refletem otimismo e abaixo, pessimismo. O estudo foi realizado com 1.679 famílias em várias localidades do Brasil.
Os dados revelam que, apesar do aumento da confiança nas regiões Centro-Oeste, Sul e Nordeste, houve queda nas regiões Norte e Sudeste. A pesquisa também destacou um crescimento na confiança das classes A, B, D e E, enquanto a classe C apresentou uma diminuição. Embora a percepção atual das famílias em relação à sua situação financeira tenha melhorado, as expectativas futuras em relação ao emprego e à renda pioraram.
O economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP, observou que, embora o mercado de trabalho continue a gerar renda e emprego, o alto endividamento das famílias e a desaceleração econômica influenciam negativamente a confiança do consumidor. Essa dinâmica pode resultar em uma menor disposição para adquirir bens de valor elevado. Assim, o cenário econômico permanece desafiador, exigindo atenção das autoridades e da sociedade em geral.


