O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou em 10 de fevereiro que o CNJ terá como prioridade neste ano o combate à violência contra a mulher. Durante a primeira sessão do conselho após o recesso, o ministro destacou a importância de iniciativas voltadas para o enfrentamento do feminicídio e da violência de gênero, ressaltando que ações significativas serão realizadas nesse sentido.
A declaração de Fachin acontece em meio a investigações envolvendo o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, que é alvo de denúncias de importunação sexual. O CNJ recebeu duas denúncias contra Buzzi, e na última segunda-feira (9), decidiu afastá-lo das suas funções jurisdicionais para que as apurações possam ocorrer de maneira adequada. O ministério é investigado em uma sindicância interna que deve ser concluída em 10 de março.
A defesa de Buzzi, representada pelos advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila, argumenta que o afastamento do ministro é desnecessário e que não há risco à investigação. Eles também alertam que a medida pode criar um precedente perigoso de afastamento de magistrados antes do processo legal completo e afirmam que estão sendo coletadas contraprovas que permitirão uma avaliação precisa dos fatos.

