O cineasta iraniano Jafar Panahi manifestou sua preocupação com as negociações programadas entre os Estados Unidos e o Irã, que ocorrerão em 6 de fevereiro. Ele afirmou que os interesses do povo iraniano estão em risco de serem sacrificados e que a população não possui representação nas discussões sobre o programa nuclear. Panahi enfatizou que, independentemente do resultado, as negociações não trarão benefícios reais para os cidadãos iranianos.
Em sua declaração, o diretor, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, destacou a gravidade da situação no Irã, onde a repressão a protestos resultou em um número alarmante de prisões e mortes. A ONG HRANA relatou cerca de 50 mil detenções e confirmou pelo menos 6.872 mortes, com estimativas que podem alcançar 36 mil. O cineasta acredita que esse massacre é um reflexo da perda de legitimidade do regime iraniano, que não considera a voz do povo.
As declarações de Panahi ocorrem em um contexto de crescente tensão entre os EUA e o Irã, com o presidente americano, Donald Trump, considerando intervenções militares anteriormente. A crítica do cineasta ressalta a necessidade urgente de uma representação adequada dos interesses iranianos nas discussões internacionais, especialmente em um momento em que a população enfrenta desafios significativos devido à repressão e à falta de direitos humanos.


