China executa quatro líderes de fraudes em Mianmar após investigações

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Na manhã de segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, a China anunciou a execução de quatro indivíduos suspeitos de liderar operações fraudulentas em Mianmar. O tribunal chinês revelou que essas pessoas estavam ligadas a centros de golpes que exploravam vítimas por meio de ofertas enganosas, envolvendo relacionamentos amorosos e investimentos em criptomoedas.

Esses centros de fraude se tornaram um problema crescente no Sudeste Asiático, inicialmente visando cidadãos chineses, mas rapidamente se expandindo para um público global. Os criminosos por trás dessas operações utilizam trabalhadores estrangeiros, muitos dos quais são vítimas de tráfico humano, para aplicar seus golpes, resultando em perdas financeiras que podem chegar a bilhões de dólares. Em uma recente audiência, o tribunal de Shenzhen informou que os condenados estavam relacionados ao grupo criminoso família Bai, que operava na região de Kokang, em Mianmar.

A execução dos quatro indivíduos segue uma crescente pressão da China para combater a criminalidade organizada, especialmente em relação a fraudes internacionais. Com essa ação, o governo chinês demonstra sua determinação em enfrentar os desafios impostos por grupos criminosos que exploram a vulnerabilidade de cidadãos, enquanto intensifica sua colaboração com governos regionais para reprimir essas atividades. Essa abordagem rigorosa poderá ter implicações significativas no combate a fraudes e na proteção dos cidadãos contra golpes semelhantes no futuro.

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