No dia 4 de fevereiro de 2026, a Corregedoria da Polícia Militar prendeu o capitão Alexandre Paulino da Silveira, que lidera a Assessoria Militar da Câmara Municipal de São Paulo. A prisão ocorreu durante a Operação Kratos, e o oficial é acusado de fazer parte de um grupo de segurança ligado à empresa de ônibus Transwolff, sob investigação por lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além do capitão, foram detidos outros dois policiais, incluindo um sargento que teve R$ 1 milhão apreendidos em sua residência. As investigações começaram a partir de uma apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e revelaram que os policiais teriam ciência das conexões de seus clientes com o crime organizado, mas continuaram prestando serviços de segurança para eles. A Corregedoria também obteve mandados de busca que resultaram na apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados.
Os desdobramentos da Operação Kratos levantam preocupações sobre a corrupção dentro da corporação e a possível conivência de agentes da lei com o crime organizado. As investigações ainda estão em andamento, e a Corregedoria busca esclarecer a extensão do envolvimento dos policiais com a Transwolff e suas relações com o PCC. Essa operação pode ter implicações significativas para a confiança pública na Polícia Militar e em suas práticas de segurança.


