A Capgemini, uma das principais empresas de tecnologia da França, decidiu vender sua subsidiária que atua nos Estados Unidos, prestando serviços à agência de imigração e fiscalização, ICE. Esta movimentação foi anunciada em 1º de fevereiro de 2026 e surge em um contexto de crescente crítica internacional sobre as práticas dessa agência, especialmente em relação aos direitos humanos e à ética no tratamento de imigrantes.
A decisão de desinvestir pode ser vista como uma resposta da Capgemini à pressão pública e à necessidade de alinhar suas operações com padrões éticos mais rigorosos. O aumento do escrutínio sobre as políticas do ICE, que têm sido alvo de protestos e debates, coloca a empresa em uma posição delicada, onde sua imagem está diretamente ligada às ações de um órgão governamental controverso.
Com essa venda, a Capgemini busca não apenas se distanciar das controvérsias associadas ao ICE, mas também manter sua posição no mercado global de tecnologia. O futuro da subsidiária e as implicações para os serviços prestados aos clientes nos Estados Unidos permanecem incertos, mas a empresa demonstra uma clara intenção de se reposicionar diante de um ambiente de negócios em transformação.

