A Capgemini, uma das principais empresas de tecnologia da França, decidiu vender sua subsidiária americana que atua em parceria com a agência de imigração dos EUA, conhecida como ICE. Essa decisão se dá em um momento de crescente pressão internacional e críticas às práticas dessa agência, que têm sido alvo de intensos debates sobre direitos humanos e ética em suas operações.
A venda da subsidiária reflete a preocupação da Capgemini em manter sua reputação em um ambiente de negócios cada vez mais atento a questões sociais e políticas. O ICE, que tem enfrentado críticas por suas táticas de fiscalização e deportação, coloca as empresas que prestam serviços a ele em uma posição delicada, uma vez que a opinião pública se torna mais favorável a direitos humanos e justiça social.
Com essa venda, a Capgemini busca se distanciar da controvérsia e reorientar seus esforços em áreas menos polêmicas. A decisão também pode impactar a forma como outras empresas se relacionam com agências governamentais questionadas, indicando uma possível mudança nas dinâmicas de colaboração entre o setor privado e as instituições públicas em um cenário global cada vez mais crítico.

