O CFO do BTG Pactual, Renato Cohn, criticou o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como pilar do modelo de negócios do Banco Master. Em contrapartida, ele defendeu as plataformas de distribuição de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), afirmando que elas revolucionaram o mercado financeiro. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 9, em resposta às críticas do CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, que questionou a atuação de instituições que distribuíram produtos do Banco Master.
Cohn mencionou que a instituição começou a reduzir a exposição dos clientes aos CDBs do Banco Master em 2024, uma resposta às preocupações sobre a solvência do banco. Ele destacou a importância de educar os clientes sobre os limites do FGC e enfatizou que a abordagem do BTG foi de aconselhamento, buscando manter os investimentos dentro de parâmetros seguros.
O CFO também afirmou que o Banco Master abusou do FGC, sugerindo que práticas desse tipo deveriam ser proibidas. Contudo, ele alertou que os erros de uma instituição não devem afetar a credibilidade do FGC nem das plataformas de distribuição, que, segundo ele, contribuíram significativamente para a democratização dos investimentos no Brasil.

