O Brasil anunciou que não irá se juntar à aliança proposta pelos Estados Unidos sobre minerais críticos, liderada pelo presidente Donald Trump. A prioridade do governo brasileiro é estabelecer acordos bilaterais com outros países, com o objetivo de processar a matéria-prima em território nacional, ao invés de apenas exportá-la. A decisão foi comunicada após a participação de um diplomata brasileiro em um encontro inicial convocado por Trump, que buscava formar um bloco comercial nesse setor.
O governo brasileiro observa a iniciativa de Trump com cautela, considerando que ela pode ser uma tentativa de moldar o comércio global de minerais críticos de acordo com os interesses dos Estados Unidos. Enquanto isso, Lula planeja abordar o tema em suas próximas reuniões com líderes internacionais, incluindo uma viagem à Índia no final do mês. As negociações com os indianos estão em estágios preliminares, mas visam estabelecer um acordo significativo sobre a questão dos minerais críticos.
A expectativa é que a visita a Washington, marcada para o próximo mês, permita que Lula discuta questões de segurança pública e a redução de sanções americanas, além da pauta sobre minerais críticos. O Brasil possui uma das maiores reservas desse tipo de mineral no mundo e a estratégia do governo é transformá-lo em um polo de processamento, corrigindo erros do passado que limitavam sua capacidade de agregar valor aos minérios. A relação entre Lula e Trump se mantém positiva, apesar das divergências nas abordagens comerciais.

