Brasil promove leilão de baterias e destaca influência chinesa no setor energético

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O Brasil está prestes a realizar seu primeiro leilão de baterias em larga escala em abril, um passo significativo para sua transição energética. Este evento marca a crescente presença de empresas chinesas no setor energético da América Latina, onde competirão com gigantes como Tesla e Petrobras. O leilão visa contratar até 2 gigawatts de capacidade, essencial para lidar com a capacidade excedente de geração solar e eólica no país.

Entretanto, o Brasil enfrenta desafios na infraestrutura elétrica, pois cerca de 26% da energia solar e 19% da eólica foram desperdiçadas em 2025 devido à incapacidade de escoamento. O novo leilão representa uma oportunidade para que empresas já consolidadas globalmente, como as chinesas, entrem no mercado brasileiro, ao mesmo tempo em que garante uma disputa acirrada com concorrentes ocidentais. Apesar das vantagens chinesas, o leilão não será uma decisão unilateral, já que empresas locais também estão se preparando para apresentar propostas.

As implicações deste leilão vão além do aspecto econômico, refletindo a intersecção entre a transição energética e a dependência tecnológica. O Brasil, ao abrir seu mercado para a tecnologia chinesa, não apenas busca soluções para seus desafios energéticos, mas também se posiciona em um cenário geopolítico complexo. A urgência em resolver problemas de infraestrutura e armazenamento de energia é intensificada por eventos climáticos extremos na região, que ressaltam a necessidade de uma transição energética eficaz e sustentável.

Compartilhe esta notícia