A biografia de dom João VI, intitulada ‘D. João VI: a História Não Contada’, escrita por Paulo Rezzutti, está prestes a ser lançada em março de 2026 e promete mudar a percepção histórica sobre o monarca. Conhecido por sua imagem de indecisão e fraqueza, o livro, fundamentado em pesquisa rigorosa, apresenta um líder que, ao transferir a corte portuguesa para o Brasil, alterou a dinâmica do Atlântico Sul e preservou sua dinastia diante da ameaça napoleônica.
A obra confronta mitos históricos, como a famosa frase atribuída a Napoleão, destacando que a decisão de dom João de estabelecer sua corte no Brasil foi estratégica e não uma fuga. Rezzutti argumenta que essa manobra visava proteger o Brasil da influência britânica e que a relevância econômica da colônia já era reconhecida antes da invasão francesa. A biografia também desmistifica a figura do rei, mostrando seu papel como estadista e reformador, que promoveu inovações em diversas áreas, como a indústria e a ciência.
Além de abordar aspectos positivos, a biografia não ignora as sombras do reinado, como a manutenção da escravidão e repressão a movimentos liberais. Contudo, ao final, dom João VI emerge como um governante complexo que, apesar das adversidades, conseguiu preservar a integridade de um império em crise e lançou as bases para uma nação independente. Esta nova perspectiva convida a uma reflexão mais profunda sobre seu legado e a construção da identidade brasileira.

