A apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl gerou debate sobre o uso do espanhol na música e se isso alienaria os espectadores. No entanto, muitos acreditam que as pessoas preferem participar da diversão em vez de correr o risco de se sentirem excluídas. A discussão sobre a inclusão cultural ressalta que a verdadeira questão não é a compreensão das letras, mas a forma como a música é percebida no contexto americano.
Após a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela em 3 de janeiro, o espaço aéreo no Caribe oriental foi temporariamente fechado, afetando a mobilidade de pessoas na região. O autor, que ficou preso em St. Kitts, recebeu sugestões de um agente de atendimento ao cliente para contornar as restrições, o que destaca o impacto das decisões políticas sobre a vida cotidiana. Essa experiência ofereceu uma nova perspectiva sobre a conexão entre as ilhas caribenhas e os poderes que as governam.
A situação em torno da apresentação de Bad Bunny ilustra como o poder não apenas regula o espaço aéreo, mas também a transmissão cultural. A reação ao uso do espanhol é, em última análise, uma manifestação do medo de exclusão. A presença do artista no Super Bowl não é apenas uma questão de entretenimento, mas também um reflexo das tensões culturais e da busca por inclusão em uma sociedade que frequentemente privilegia a uniformidade cultural.

