Brasil e México, as principais economias da América Latina, anunciaram oficialmente seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas. O presidente chileno Gabriel Boric fez o anúncio na segunda-feira, destacando a importância do respaldo em um contexto de possíveis resistências políticas, especialmente com a ascensão de um novo governo de direita no Chile.
Bachelet, com uma trajetória marcante como ex-presidente do Chile e ex-Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, busca consolidar apoio tanto interno quanto externo para sua candidatura. Em uma nota conjunta, os três países enfatizaram o desejo de fortalecer o sistema multilateral e promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios globais atuais, refletindo uma união de esforços entre nações com governos de esquerda.
A eleição para a chefia da ONU está em um contexto favorável à América Latina, uma vez que o sistema de rodízio regional coloca a região como favorita para suceder o atual secretário-geral. Bachelet enfrentará concorrentes significativos, incluindo outras três candidatas mulheres e um candidato argentino. O resultado dessa eleição poderá ter implicações significativas para a política internacional e a representação feminina em altos cargos na organização.

