Aumento da corrupção na saúde brasileira eleva riscos e mortes

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um recente levantamento do Instituto Ética Saúde aponta que a corrupção no setor de saúde no Brasil aumentou 79% nos últimos cinco anos, um dado alarmante que reflete um problema sistêmico. Este cenário impacta diretamente a qualidade dos serviços prestados, gerando atrasos nos atendimentos e, consequentemente, aumentando a mortalidade da população. A urgência de um estudo mais aprofundado para quantificar essas perdas financeiras é evidente, visto que a falta de transparência prejudica o acesso igualitário aos serviços de saúde.

Além do aumento da mortalidade, a corrupção gera um ciclo vicioso de desconfiança e impunidade, desmobilizando a população e enfraquecendo o sistema de saúde. A Constituição Federal de 1988 garante o direito à saúde, mas a corrupção e a má gestão dos recursos públicos têm comprometido esse direito. O fortalecimento de mecanismos de controle, avaliação e auditoria se torna crucial para restabelecer a confiança e assegurar que os recursos sejam utilizados de forma eficaz e transparente.

A implementação de programas de Estado que promovam a transparência e a colaboração entre os setores público e privado é fundamental para uma gestão ética e responsável. A promoção do controle social e a educação da população são essenciais para combater a corrupção e garantir um sistema de saúde mais acessível e de qualidade. Somente por meio de ações integradas e sustentáveis será possível enfrentar os desafios atuais e garantir a saúde como um direito inalienável de todos os cidadãos brasileiros.

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