No Brasil, a crescente demanda por ‘acompanhantes de saúde’ reflete a transformação das dinâmicas familiares e o envelhecimento da população. Auxiliares de enfermagem e cuidadores têm encontrado oportunidades de renda extra ao auxiliar pessoas, incluindo jovens, em tarefas como agendamento de exames e busca por medicamentos. Este fenômeno tem se intensificado em um país onde as famílias se tornam cada vez mais enxutas e a necessidade de cuidados se torna mais evidente.
A inserção desses profissionais no mercado está sendo facilitada por aplicativos que conectam cuidadores a quem necessita de assistência. Essa nova forma de contratação, predominantemente informal, levanta questões sobre a regulamentação e os direitos trabalhistas desses trabalhadores. Ao mesmo tempo, destaca a relevância dos serviços de saúde não apenas para os idosos, mas também para pessoas mais jovens que enfrentam desafios de saúde ou logística na gestão de suas consultas médicas.
Os desdobramentos dessa tendência apontam para uma necessidade urgente de políticas que garantam a proteção e os direitos dos cuidadores, além de regulamentar a atuação desse setor em crescimento. À medida que a população brasileira envelhece, a importância desses profissionais se tornará ainda mais significativa, exigindo um olhar atento das autoridades e da sociedade sobre as condições de trabalho e a valorização desses serviços essenciais.


