Ativistas enfrentam desafios para contabilizar mortos na repressão no Irã

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Mahmud Amiri Moqadam, ativista da ONG Iran Human Rights, alerta que a repressão às manifestações no Irã resultou em um número alarmante de mortos, que ele classifica como ‘inimaginável’. A ONG, que tem monitorado violações de direitos humanos por 20 anos, estima que a contagem de mortos já ultrapassou 3.428, mas reconhece que a magnitude da repressão é difícil de calcular devido ao corte de internet e ameaças às famílias das vítimas.

A Iran Human Rights e outras organizações, como a Human Rights Activists News Agency, estão correndo para verificar relatos de mortes e detenções. Com o número de mortos estimado em até 36.000 por alguns meios de comunicação, a falta de transparência das autoridades iranianas tem dificultado o acesso a informações precisas. A relatora especial da ONU, Mai Sato, também apontou que o controle da informação pelas autoridades tem ocultado a verdadeira extensão da crise.

As dificuldades enfrentadas na verificação de dados refletem a complexidade da situação no Irã, onde muitas famílias ainda buscam por desaparecidos. A confirmação de mortes pode levar anos, e a necessidade de um balanço confiável será ainda mais urgente, especialmente se mudanças políticas ocorrerem no país. Amiri Moqadam sugere que a verdadeira contagem de mortos só será possível com a queda do regime atual.

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