O governo argentino confirmou sua participação em uma reunião militar organizada pelo Pentágono, agendada para o dia 11 de fevereiro em Washington. O presidente Javier Milei designou Marcelo Alejandro Dalle Nogare, Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, como representante do país. Essa decisão marca uma aproximação notável entre a Argentina e os Estados Unidos.
Analistas apontam que essa escolha reflete uma demanda explícita por alinhamento político e militar, conforme observado por Tadeo Casteglione. O especialista ressalta que a relação, que antes era sutil, agora se manifesta como uma diretriz direta proveniente de Washington. Além disso, Casteglione enfatiza a importância geopolítica da Argentina, que serve como conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico, estendendo suas implicações até a Antártida.
Essas movimentações sugerem que a política externa e de defesa da Argentina pode estar se moldando sob novas condições, impactadas pela influência norte-americana. A participação na cúpula pode redefinir as prioridades da Argentina em um cenário internacional em constante mudança, refletindo um momento crucial para a diplomacia do país na América do Sul.

