As ações de empresas europeias de publicação e software jurídico sofreram quedas significativas após a Anthropic, uma empresa americana de inteligência artificial, lançar uma nova ferramenta focada em advogados internos. O grupo britânico Pearson registrou uma queda de 4% em suas ações, enquanto a Relx, uma empresa de informações e análises, viu seus papéis despencarem quase 11% na bolsa de Londres. Além disso, a empresa holandesa Wolters Kluwer também enfrentou uma redução de quase 9% em Amsterdã.
Essas quedas refletem o receio do mercado sobre o impacto que a inteligência artificial poderá ter em setores tradicionais, como o jurídico e editorial. A introdução da ferramenta pela Anthropic sugere um potencial deslocamento do trabalho humano em áreas que historicamente dependiam de especialistas. A rápida evolução da tecnologia gera incertezas sobre o futuro do emprego nessas indústrias.
As implicações desse movimento são vastas, pois indicam uma mudança no paradigma de como serviços jurídicos e de publicação podem operar. As empresas afetadas precisam se adaptar a essas novas realidades ou arriscar perder competitividade no mercado. O cenário atual ressalta a necessidade urgente de um diálogo sobre a integração da inteligência artificial em setores que tradicionalmente foram resistentes a mudanças tecnológicas.

