A trágica história de Arti e a realidade do casamento infantil na Índia

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Em 2013, a fotojornalista Saumya Khandelwal visitou Shravasti, uma cidade na região da fronteira Índia-Nepal, onde constatou que 25% das meninas eram casadas antes dos 19 anos. Apesar de ser uma prática ilegal no país, o casamento infantil continua a ser comum, revelando uma grave violação dos direitos humanos. A história de Arti, que se casou ainda muito jovem e cometeu suicídio seis anos depois, serve como um retrato sombrio da realidade enfrentada por muitas mulheres na região.

Durante suas visitas frequentes a Shravasti, Khandelwal observou o cotidiano das jovens mulheres, que gerenciavam suas casas enquanto cuidavam dos filhos. A presença constante do problema do casamento infantil, mesmo em meio a uma sociedade em transformação, destaca a necessidade urgente de intervenções eficazes. A estatística alarmante reflete uma cultura que continua a marginalizar as vozes femininas, perpetuando ciclos de pobreza e sofrimento.

As implicações da história de Arti vão além de seu trágico desfecho, evidenciando a urgência de uma mudança social. O trabalho de Khandelwal não apenas documenta essa realidade, mas também busca sensibilizar a sociedade sobre a importância de erradicar o casamento infantil. A luta contra essa prática é fundamental para garantir que as meninas possam ter um futuro livre e digno, longe de obrigações que comprometem suas vidas e sonhos.

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