A polêmica do jamón ibérico: cultura e exclusão na Espanha

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Grupos de extrema direita na Espanha estão utilizando o consumo de carne suína como uma forma de exclusão social, evocando a Inquisição. Enquanto o país é reconhecido por sua rica cultura gastronômica, com pratos como o torreznos de Soria e o renomado jamón ibérico, essa prática está sendo distorcida para fins políticos. O jamón ibérico, em particular, é um símbolo que transcende a culinária, representando uma tradição que deveria unir as pessoas.

A diversidade de pratos à base de porco, como o cochinillo asado e as morcillas regionais, exemplifica a riqueza da culinária espanhola. No entanto, a apropriação política dessa tradição levanta questões sobre identidade e inclusão. Eventos festivos, como o Lance al Jamón, que celebram a cultura do jamón, agora estão imersos em um contexto de divisões sociais e políticas.

A crescente utilização do consumo de carne suína como um estandarte político sugere que a gastronomia, geralmente uma fonte de alegria e união, pode ser manipulada para promover agendas de exclusão. Essa transformação cultural pode ter implicações profundas para a sociedade espanhola, que historicamente se orgulha de sua diversidade e cosmovisão inclusiva. O futuro do jamón ibérico e de outras tradições gastronômicas na Espanha agora depende de um debate mais amplo sobre inclusão e identidade cultural.

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