A expressão ‘Did AI write that?’ tem ganhado popularidade na internet como uma maneira de desqualificar a autenticidade de um texto, insinuando que a escrita não parece humana. Essa crítica, de acordo com especialistas, reflete uma ansiedade cultural sobre originalidade e credibilidade na era da inteligência artificial. A psicóloga Stephanie Steele-Wren destaca que essa acusação carrega um peso significativo, sugerindo que a voz da pessoa é genérica e intercambiável, o que pode ser desumanizador.
Um exemplo recente é o caso de Olivia Dreizen Howell, cofundadora de uma rede online de apoio ao divórcio, que se sentiu atacada após ser acusada de que seu post no Instagram parecia gerado por IA. Howell defendeu seu trabalho e enfatizou que cada palavra foi escrita com esforço pessoal, ressaltando como a crítica a fez sentir-se invadida. Essa situação evidencia a tensão entre a produção de conteúdo humano e as expectativas de autenticidade em um mundo saturado de tecnologia.
À medida que ferramentas como ChatGPT se tornam parte do cotidiano, o desejo por uma comunicação que transmita a individualidade humana cresce. Especialistas sugerem que as pessoas estão se adaptando, inserindo erros de digitação ou características peculiares em seus textos para reafirmar sua autenticidade. A necessidade de um retorno ao que é humano e a busca por interações mais genuínas se tornam cada vez mais importantes nesse contexto.


