A evolução dos diagnósticos em saúde mental: benefícios e riscos

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A abordagem atual para a rotulagem e diagnóstico em saúde mental trouxe benefícios significativos, mas também levanta preocupações sobre os possíveis danos que podem advir dessa prática. Um médico, em sua experiência clínica, observa que muitos pacientes que enfrentam traumas acabam recebendo diagnósticos que podem não refletir com precisão suas experiências. Essa situação é especialmente delicada quando se considera a fragilidade da vida e os impactos que eventos traumáticos podem ter na saúde mental.

O artigo destaca que relatos de estados mentais, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), já eram observados em narrativas antigas, como no épico indiano Ramayana. O psiquiatra Hitesh Sheth utiliza essa obra clássica para ilustrar a atemporalidade de certas condições mentais, enfatizando que sintomas de ansiedade generalizada e depressão foram reconhecidos em histórias de séculos passados. Isso sugere que as experiências emocionais humanas transcendem as definições diagnósticas contemporâneas.

A reflexão proposta pelo médico nos leva a questionar se a rotulagem excessiva pode, de fato, desviar a atenção do tratamento adequado. Ao focar mais nos diagnósticos do que nas experiências individuais dos pacientes, há o risco de comprometer a eficácia do cuidado em saúde mental. Assim, o artigo convida os profissionais a reconsiderar como integrar lições do passado para proporcionar um tratamento mais humano e centrado no paciente.

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