A Corrupção na Ditadura Militar Brasileira

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O artigo explora a corrupção durante a Ditadura Militar no Brasil, enfatizando que o regime, ao invés de combatê-la, a profissionalizou e expandiu. O autor, Clayton Romano, argumenta que a narrativa de proteger a democracia contra o comunismo foi um pretexto para o golpe de 1964, que não conseguiu erradicar a corrupção que já existia. A associação entre a corrupção e a ditadura é evidenciada através do caso de Paulo Maluf, que foi preso por desviar dinheiro de obras públicas.

Durante o período militar, a corrupção não apenas persistiu, mas intensificou-se, com políticos tornando-se empresários e vice-versa, transformando a política em um negócio. O artigo menciona como a Operação Bandeirante, um centro clandestino de tortura, foi financiada por empresas que receberam contratos do governo, revelando como a corrupção estava entrelaçada com os interesses econômicos e políticos da época. Além disso, Maluf, figura emblemática do hibridismo político, é citado como um exemplo de como a corrupção estava institucionalizada.

O autor conclui que a corrupção foi uma característica marcante da Ditadura Militar, questionando a narrativa de que o regime teria salvado a democracia e eliminado práticas corruptas. A corrupção estava presente nas obras públicas, como as de Rio-Niterói e Itaipu, que foram superfaturadas, levantando a questão: foi a ditadura realmente corrupta? O artigo destaca a necessidade de reavaliar a história e os eventos deste período sob uma nova perspectiva crítica.

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