O ator brasileiro Wagner Moura, conhecido por seu papel no filme ‘O Agente Secreto’, declarou em entrevista à ANSA, em Roma, que o Brasil enfrenta um significativo ‘problema de memória’ ao lidar com sua história, particularmente no que diz respeito à ditadura militar. Moura enfatizou que a maneira como os eventos passados são narrados contribui para a falta de responsabilização dos crimes cometidos nesse período conturbado.
Durante a conversa, Moura criticou a Lei da Anistia de 1979, que, segundo ele, isentou torturadores e assassinos de suas responsabilidades e prejudicou a memória coletiva do país. Ele também comentou sobre eventos políticos recentes, como a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que representa um momento inédito na história brasileira, onde, pela primeira vez, militares foram condenados por tentativas de golpe contra a democracia.
Por fim, Moura ressaltou a relevância de sua nova obra, ‘O Agente Secreto’, dirigida por Kleber Mendonça Filho, que busca retratar a realidade do Brasil nos anos 70 e suas implicações atuais. O filme, que estreou na Itália, não apenas aborda eventos do passado, mas também estabelece uma conexão com o futuro, refletindo sobre como a história e a memória influenciam o presente e o futuro da nação.

