Wagner Moura participou da mesa-redonda da revista The Hollywood Reporter, onde refletiu sobre o governo de Jair Bolsonaro no Brasil, que ocorreu entre 2018 e 2022. O ator comentou sobre a ligação que formou com o diretor Kleber Mendonça Filho durante esse período, enfatizando como a política os uniu em um momento de grande turbulência no país. Moura destacou que aqueles que se manifestavam contra as políticas do governo enfrentaram severas consequências, incluindo ele mesmo e Mendonça Filho.
O ator recordou sua primeira interação com Kleber no Festival de Cinema de Cannes, onde ambos se conheceram. Ele mencionou que a amizade se fortaleceu ao longo dos anos, especialmente após o lançamento de ‘O Som ao Redor’, que o fez perceber o talento do diretor. Essa conexão se concretizou em seus projetos mais recentes, como ‘Marighella’, que lidou com temas políticos e enfrentou censura, e ‘O Agente Secreto’, que, embora ambientado nos anos 70, aborda questões contemporâneas do Brasil.
Moura também ressaltou a importância de reagir artisticamente às adversidades políticas, sugerindo que sua obra e a de Kleber servem como resposta às dificuldades enfrentadas durante o governo Bolsonaro. Com sua indicação a prêmios importantes, como o Globo de Ouro, o ator se mostra cada vez mais relevante no cenário cinematográfico, continuando a trazer à tona questões sociais por meio de sua arte. Essa discussão não apenas ilustra o impacto da política na cultura, mas também evidencia como artistas se mobilizam em tempos de crise.

