Um vídeo divulgado neste domingo (11) pela AFP exibe dezenas de corpos amontoados em frente ao necrotério de Kahrizak, no sul de Teerã. As imagens foram verificadas e indicam que as vítimas podem ser associadas à repressão violenta das manifestações que ocorrem no Irã. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, afirma que essas pessoas foram mortas durante os protestos que começaram há duas semanas.
O necrotério, oficialmente conhecido como Centro Médico-Legal de Diagnóstico e Laboratório da província de Teerã, tornou-se um ponto focal nas alegações de abusos de direitos humanos. Os corpos, envoltos em sacos pretos, são acompanhados por pessoas em busca de familiares desaparecidos. Além da ONG Iran Human Rights, a organização Hengaw também confirmou a veracidade das imagens, descrevendo-as como uma evidência de um crime grave.
Os ativistas de direitos humanos acusam as forças de segurança iranianas de utilizarem munição real para reprimir os manifestantes, em meio a um corte de internet que já dura mais de 60 horas. As estimativas indicam que centenas de pessoas podem ter perdido a vida, o que acende um alerta sobre a deterioração da situação humanitária no país e a necessidade de um acompanhamento internacional mais rigoroso.

