Recentemente, um vídeo viralizou nas redes sociais mostrando uma mulher acendendo um cigarro com uma foto em chamas do aiatolá Ali Khamenei. Embora muitos tenham acreditado que a gravação ocorreu no Irã, investigações confirmaram que as imagens foram feitas em Richmond Hill, no Canadá. A jovem, que se apresenta como ‘Morticia Addams’, é uma iraniana exilada que está em Toronto e não se identifica publicamente por questões de segurança.
A queima da imagem de Khamenei é considerada um ato extremamente perigoso no Irã, onde tal ação é um crime que pode resultar em severas punições. A tendência de filmar mulheres acendendo cigarros dessa forma se intensificou em meio a protestos contra o regime islâmico, que já resultaram em milhares de mortes. A jovem afirmou que se inspirou em outros vídeos semelhantes e que sua intenção era protestar contra a opressão que as mulheres enfrentam no país.
As implicações desse vídeo vão além da simples provocação. A ação é vista como um símbolo de resistência e luta pela liberdade, especialmente entre as iranianas que vivem fora do país. Especialistas destacam que a disseminação de informações sobre o Irã é severamente controlada pelo governo, dificultando a verificação de fatos e a comunicação interna, o que torna o ato da jovem ainda mais significativo no contexto atual de repressão.

