A Venezuela, possuidora da maior reserva de petróleo do mundo com 303 bilhões de barris, se torna o centro das atenções geopolíticas após a captura de seu presidente. Aproximadamente 80% do petróleo do país é direcionado para a China, revelando a importância estratégica da nação sul-americana nas relações entre as potências globais, especialmente entre EUA e China.
A economia venezuelana é altamente dependente do petróleo, que representa 88% das receitas de exportação, totalizando cerca de US$ 24 bilhões. No entanto, essa dependência extrema torna a Venezuela vulnerável a sanções e crises internas, exacerbadas pela deterioração da estatal responsável pela produção, a PDVSA. O cenário atual destaca a fragilidade da infraestrutura e a necessidade urgente de investimentos para a recuperação do setor.
Com as recentes declarações do presidente dos EUA sobre a administração do petróleo venezuelano, a situação se torna ainda mais complexa. A queda do governo de Maduro não resolve os problemas estruturais do país, que enfrenta pobreza e colapso institucional. O futuro da Venezuela dependerá de quem controlará essa riqueza petrolífera e sob quais condições, em um contexto de crescente rivalidade entre as grandes potências.

