Venezuela revela frota clandestina de petróleo após queda de Maduro

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Após a destituição de Nicolás Maduro, a frota clandestina de petroleiros da Venezuela, que atuava de forma sigilosa, começa a emergir. O superpetroleiro Marbella, que esteve escondido por mais de um ano, ligou seu transponder e revelou sua localização ao largo da costa venezuelana, transportando 1,9 milhão de barris de petróleo. Este acontecimento destaca os esforços do governo dos EUA para monitorar e controlar a movimentação do petróleo venezuelano, que foi uma das principais fontes de receita do regime de Maduro.

A “frota fantasma” desempenhou um papel crucial na manutenção do governo de Maduro, permitindo que o país driblasse sanções internacionais e continuasse a exportar petróleo. Com a captura do líder, os navios, que antes ocultavam suas identidades e destinos, começaram a se revelar, mostrando como o petróleo venezuelano foi vital para o financiamento de produtos essenciais e armamentos. As empresas de comércio de commodities Vitol e Trafigura estão colaborando com o governo dos EUA para facilitar a comercialização do petróleo, o que pode impactar significativamente a economia regional.

À medida que os navios fantasmas revelam suas localizações, o mercado global de petróleo e transporte marítimo experimenta mudanças. Os fretes para rotas do Caribe ao Golfo dos EUA aumentaram, refletindo a nova realidade da indústria petrolífera venezuelana. O futuro do setor dependerá das ações do governo dos EUA e das respostas das empresas que buscam explorar as reservas ainda significativas do país.

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