Venezuela libera 88 detidos após protestos contra reeleição de Maduro

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, as autoridades venezuelanas informaram a libertação de 88 indivíduos detidos em decorrência das manifestações que se seguiram à reeleição de Nicolás Maduro em 2024. A oposição denunciou a legitimidade do processo eleitoral, alegando fraudes, o que resultou em protestos que culminaram em 28 mortes e 2.400 prisões. A medida é parte de um esforço do governo para responder à pressão interna e externa sobre a situação dos direitos humanos no país.

Desde então, mais de 2.000 detidos foram libertados, mas muitos ainda enfrentam processos judiciais e restrições legais. O governo indica que as libertações são acompanhadas de avaliações individuais, com o presidente Maduro enfatizando a necessidade de garantir direitos e um tratamento digno aos detidos. No entanto, organizações de direitos humanos alertam que a libertação de alguns é uma estratégia política que não resolve o problema das prisões arbitrárias.

O contexto político na Venezuela permanece tenso, com a oposição alegando que as libertações são meramente simbólicas, enquanto novas prisões por motivos políticos continuam a ser registradas. O aumento da pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, tem gerado um cenário complexo, onde a libertação de detidos é vista como uma manobra do governo para melhorar sua imagem sem abordar as questões estruturais que envolvem a repressão política. Esse ciclo de prisões e libertações levanta preocupações sobre a verdadeira situação dos direitos humanos no país.

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