O Parlamento da Venezuela inicia nesta quinta-feira (22) a discussão de uma reforma na lei do petróleo, que visa abrir o setor a empresas privadas, rompendo com o controle estatal que predominava até então. O projeto, ao qual a AFP teve acesso, permitirá que empresas privadas tenham mais de 50% de participação por meio de contratos com a estatal de petróleo, alterando drasticamente a dinâmica do setor.
Historicamente, o Estado venezuelano era o único responsável pela exploração e extração primária de petróleo, mantendo o controle total sobre as operações. A nova proposta, no entanto, sinaliza uma mudança significativa, permitindo que empresas domiciliadas na República possam operar de forma mais independente e lucrativa. Essa reforma é impulsionada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que busca revitalizar o setor e atrair investimentos externos.
As implicações dessa reforma são vastas, especialmente em um contexto de relações tensas com os Estados Unidos. A mudança na legislação pode abrir novas oportunidades econômicas para a Venezuela, mas também pode gerar reações do governo americano, que tem se posicionado firmemente contra o regime de Nicolás Maduro. A forma como essa reforma será implementada e recebida tanto internamente quanto internacionalmente poderá moldar o futuro econômico do país.

