O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, revelou que um ‘número significativo’ de presos políticos, incluindo tanto cidadãos venezuelanos quanto estrangeiros, será libertado nas próximas horas. Essa decisão ocorre em um momento de intensa pressão da oposição e da comunidade internacional por reformas democráticas e respeito aos direitos humanos no país.
Rodríguez descreveu as libertações como um ‘gesto de paz’ e destacou que a ação foi unilateral, sem acordos prévios com outras partes. O Foro Penal, um respeitado grupo de direitos humanos, estima que atualmente existem 863 presos políticos na Venezuela, muitos deles detidos em circunstâncias contestadas, incluindo ativistas e jornalistas. O ministro das Relações Exteriores da Espanha também confirmou que cidadãos espanhóis estão entre os que devem ser libertados, o que foi recebido como um sinal positivo pelas autoridades espanholas.
Essas libertações podem ter implicações significativas para a dinâmica política na Venezuela, onde a oposição, liderada por figuras como María Corina Machado, tem pressionado por mudanças. O gesto de Rodríguez pode ser interpretado como uma tentativa de suavizar a imagem do governo bolivariano, que enfrenta críticas internas e externas. Observadores internacionais aguardam com expectativa o desdobramento dessas libertações e suas repercussões nas relações da Venezuela com outros países, incluindo Brasil e Espanha.

