Na segunda-feira, 5 de janeiro, a Assembleia Nacional da Venezuela deu início a um novo período legislativo, resultando na detenção de 16 jornalistas e trabalhadores da mídia. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) relatou que 14 dos detidos estavam vinculados a veículos internacionais, sendo todos liberados posteriormente, exceto um que foi deportado. As detecções ocorreram em meio a um aumento da presença policial e militar na capital, Caracas.
Durante a cerimônia de posse, a segurança intensificou as operações, incluindo a revisão de equipamentos e a análise de comunicações dos profissionais da imprensa. Além dos 16 detidos, outros dois correspondentes internacionais foram presos na fronteira com a Colômbia, mas também conseguiram ser liberados após algumas horas. O clima foi exacerbado por uma marcha do chavismo que pedia a libertação do ex-presidente Nicolás Maduro, que enfrenta acusações graves nos Estados Unidos.
O ocorrido levanta sérias preocupações sobre a liberdade de imprensa na Venezuela, que já enfrenta um histórico de repressão. Nos últimos 20 anos, mais de 400 veículos de comunicação foram fechados sob os governos de Maduro e Hugo Chávez. A situação atual sugere um ambiente desafiador para a mídia no país, aumentando a pressão sobre jornalistas e limitando o acesso à informação.

