Sandra Currie argumenta que é fundamental enfrentar as causas da falência renal e a desigualdade no acesso aos cuidados de saúde no Reino Unido. Em meio a uma crise de doações, onde aproximadamente 7.000 pessoas estão na fila por um transplante renal, a proposta de legalizar a venda de rins é criticada por ignorar a complexidade dos sistemas de saúde e a real necessidade de conscientização sobre a prevenção de doenças renais.
A autora ressalta que o debate em torno da venda de rins muitas vezes se baseia mais em provocações do que em um engajamento efetivo com as questões que cercam a saúde pública. A falência renal é uma condição devastadora e a escassez de órgãos doadores resulta em consequências trágicas, incluindo a morte de seis pessoas semanalmente enquanto aguardam um transplante. Portanto, é preocupante que alguns aceitem a progressão dessa doença como inevitável, sem buscar soluções efetivas.
As implicações da falta de ação são significativas, pois a aceitação passiva da situação pode levar a um aumento no número de diagnósticos tardios e na deterioração da saúde pública. A urgência em elevar a consciência sobre a prevenção de doenças renais é crítica, e esse deve ser o foco principal, em vez de simplesmente considerar soluções de mercado que podem não resolver a crise de doação de órgãos.

